Acusada de plágio, Microsoft anuncia que dará créditos a desenvolvedor do AppGet

 

Durante sua Build 2020, evento voltado para desenvolvedores que apresenta as principais novidades de seus produtos, a Microsoft anunciou o Windows Package Manager, solução que permite que programas e ferramentas sejam instaladas de maneira fácil e rápida com linhas de comando através do PowerShell, funcionando de maneira muito semelhante ao que é visto em distribuições do Linux.

No entanto, o novo recurso acabou causando sérios problemas à companhia, que foi acusada por Keivan Beigi, desenvolvedor do Package Manager AppGet, de plagiar sua criação. Segundo ele, a Microsoft o procurou com interesse no uso do AppGet, chegando a convidá-lo para entrevistas, mas começou a ignorá-lo pouco tempo depois, até que a solução de pacotes da empresa foi anunciada.

Beigi notou fortes semelhanças entre o Windows Package Manager e o AppGet, acusando a gigante de Redmond de se inspirar nas “mecânicas principais, terminologia, no formato de manifesto e estrutura, e até mesmo na organização de pastas do repositório de pacotes”. Curiosamente, a Microsoft chegou a mencionar o AppGet durante o anúncio de seu produto, em meio a uma lista de outros Package Managers disponíveis aos usuários.

A companhia não desmente as afirmações, e promete dar os créditos a Keivan Beigi e ao AppGet em uma futura atualização do arquivo readme de seu gerenciador de pacotes.

“Nosso objetivo é providenciar um grande produto aos nossos consumidores e à nossa comunidade onde todos podem contribuir e receber reconhecimento”, afirmou Andrew Clinick, gerente de programas da Microsoft, que confirmou que a implementação da empresa “foi ajudada pelo AppGet a ter uma melhor direção para seu produto”.

 

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